6 formas de ajudar um policial em crise psicológica

Se sua instituição não tem um plano pronto para ajudar um policial em crise, estas seis dicas podem fornecer algum conhecimento básico

Muitos policiais já lidaram com cidadãos em crise, mas quantos já lidaram com outro policial em crise? Se você nunca lidou, você está com sorte. Se você já lidou, você estava adequadamente preparado? Sua instituição tem um plano pronto para lidar com um policial tendo uma crise psicológica?

Uma crise pode ocorrer a qualquer momento e pode incluir: receber a notícia da morte de um ente querido, a morte de um policial em serviço, suicídio de companheiros, um diagnóstico terminal próprio ou de um ente querido, exclusão da polícia, indiciamento, investigação, prisão, etc. O treinamento para intervenção em crises é elaborado para civis e pode não ser adequado quando se está lidando com policiais.

Primeiramente: nunca acredite que isso não irá acontecer com você, um amigo policial, ou na sua Unidade, porque isso pode e vai acontecer. Se sua instituição não tem um plano pronto para ajudar policias em crise, estas seis dicas podem fornecer algum conhecimento básico.

1. Treine todos de sua Unidade sobre a conscientização e prevenção do suicídio. Todos deveriam saber o que procurar e serem capazes de reconhecer os sinais e sintomas de um policial em crise. Além dos sinais e sintomas, é necessário saber o que perguntar e como perguntar. As quatro questões a seguir são essenciais para se decidir como prosseguir:

– Você tem um plano de suicídio? (PLANO)

– Você tem o que precisa para levar esse plano a cabo (pílulas, arma, etc.)? (MEIOS)

– Você sabe quando faria isso? (MARCAÇÃO DE TEMPO)

– Você pretende cometer suicídio? (INTENÇÃO)

Uma vez que todas perguntas tenham sido feitas, ouça atentamente as respostas. Permaneça calmo e não dê a impressão de que algo dito é alarmante. Há um equívoco em se acreditar que perguntar a alguém se ele é suicida irá “plantar a semente”. Isso é falso. Na verdade, perguntar se alguém é suicida muitas vezes abre uma linha de comunicação que a pessoa em crise não conseguia ou não queria começar.

2. Identifique recursos disponíveis para ajudar um amigo policial durante e depois de uma crise (psicólogos, sacerdotes religiosos, organizações de apoio, equipes de apoio de companheiros de trabalho, família e amigos).

Há outro equívoco que diz que alguém que comete uma tentativa de suicídio queria apenas chamar atenção. Isso também é falso. A maioria das pessoas que tentam tirar suas próprias vidas não querem morrer; elas só querem parar a dor (física, emocional psicológica, etc.). Leve todas ameaças e tentativas de suicídio a sério.

3. Tenha os nomes e telefones dos hospitais de sua região. Consiga contatos com pessoas de confiança para obter acesso ao hospital por alguma entrada diferente. A não ser que seja completamente necessário, policiais não devem entrar pela Emergência, já que podem ver pessoas que conhecem ou já prenderam. Isso pode aumentar o stress e a ansiedade.

4. Um plano de segurança deve ser elaborado para manter o policial em crise seguro e assegurar que ele não tenha contato com armas em casa ou no trabalho. A casa do policial deve ser vistoriada em busca de armas, facas, cordas ou medicamentos. Deve-se pedir autorização ao policial em crise ou à sua família.

Lembre-se, qualquer coisa pode ser uma arma, então procure na casa, na garagem, nas áreas externas. Como segurança adicional o policial deve ser impedido de utilizar fardamento, uniforme, distintivos ou qualquer coisa que o identifique como policial, já que estará desarmado.

5. A veiculação de informações deve ser restrita. Divulgue informações pertinentes à quem tem relação direta com o fato (chefes, comandantes, coordenadores, etc.). A idéia é tratar seu companheiro policial como se ele fosse seu filho, irmão, irmã, amigo. Mostre respeito e lembre-se que divulgar informações demais pode agravar a crise e aumentar o stress e o ressentimento.

6. Se você for o primeiro policial a chegar no local da crise, faça o máximo possível para permanecer com o policial em dificuldades. Se um policial é suicida ou já tenha insinuado isso, nunca o deixe sozinho. Se você for com ele ao hospital  pode ser solicitado que você entre e saia da sala em determinados momentos por questões de confidencialidade, mas ter um amigo policial por perto deve ajudar a amenizar o stress.

Conclusão

Uma crise pode acontecer a qualquer momento e com qualquer pessoa. Comece a se preparar agora para reunir recursos e conhecimentos sobre qual a melhor maneira de lidar com essas situações. O bem estar físico e emocional é responsabilidade de todos e não se trata apenas de voltar para casa, mas voltar para casa o mais saudável possível.

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olivia

Este artigo foi publicado originalmente por PoliceOne, a principal fonte online de informações para policiais, e foi traduzido e adaptado pelo Força e Honra (www.SejaForcaeHonra.com.br) em parceria e com autorização da equipe editorial do PoliceOne. Visite www.PoliceOne.com para acessar notícias, comentários, informações educativas, e material de treinamento que ajudam policiais a protegerem suas comunidades e se manterem seguros nas ruas.
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